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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Esta é uma Blogagem coletiva sobre ADOÇÃO, uma iniciativa da Geórgia (Saia Justa) e do Dácio (Chega Mais).


"Em cada criança desconhecida, há um ser vivo sequestrado necessitando se libertar"




Atalhos da vida


Há 18 anos quando conheci meu marido,ele tinha um único desejo: conhecer seu pai, que por coincidência deveria estar na cidade onde nasci. Ele me contara que havia sido adotado pelos tios, ou seja, pela tia, irmã de sua mãe, que não poderia ter filhos. Já estava acostumado com aquela idéia, conhecia sua mãe, mas seu pai, ainda era uma incógnita. Eu prometera ajudá-lo na busca, o que fiz, sem sucesso. Com o passar do tempo, fomos nos aproximando e ele deixando de lado aquele propósito, pois as pistas eram poucas. Ele crescera próximo a sua mãe, a quem chamava de tia. Lá pelos seus dez, onze anos, lhe fora revelado que era adotado, a inversão dos papéis ficara apenas nisso, pois tudo continuara como sempre esteve. A progenitora tinha outros filhos a quem se desdobrar, a adotiva era possessiva. Ele pensara ter tido a sorte de ter ficado na sua família, mas ainda se pergunta o porquê de ter sido adotado, enquanto muitas crianças haveriam de estar sem um lar, sem uma mãe.

14 comentários:

Loba disse...

Querida, que bom te ver participando desta blogagem e com este depoimento!
Eu acredito que seu marido tenha mesmo muitas perguntas sem respostas, mas o importante é que ele tem uma família que o ama, né? E a mãe biológica, apesar de não tê-lo criado, com certeza tb o ama.
Qto ao pai, será sempre a interrogação. Mas que não fez tanta diferença, espero!
Um beijo, viu? E parabéns pela sua participação.

Georgia disse...

Cris, que forca a sua incentivando o seu esposo e apoiando. Eu imagino o quanto deve ter sido difícil para ele crescer vendo as outras criancas tendo uma família.
Dá bastante carinho prá ele e amor. Coloca ele no colo, cuida dele com amor. Ele é o seu tesouro e você o dele.
Se vocês nao têm filhos, procure logo formar uma família e diga a ele o quanto isso é importante para vocês dois.

Preencha com amor e carinho as perguntas que nunca lhe serao resposndidas.

Um grande abraco e obrigada por participar com seu depoimento.

Márcia(clarinha) disse...

Emocionante relato minha querida.
Creio que o verdadeiro pai é aquele que ao longo da vida dá amor e presença.

lindo dia
beijos

Beti Timm disse...

Estrelinha,
é incrível como todos nós temos nossas histórias guardadas. Essa blogagem coletiva, tem mostrado como o ser humano é intrínseco. essas histórias me tem servido como um aprendizado. Mas é assim, quem não tem o que contar não viveu.

Beijinhos com carinho, amiga!

Espaço Mensaleiro disse...

Lindo!

dácio jaegger & Georgia disse...

Cris, estou vendo que a blogagem estava a fazer falta. Quanta gente precisava de expor pensamentos guardados e que eram necessários se exteriorizarem. E são lidos e comentados, obtendo a solidariedade dos que em outros blogs trouxeram também um depoimento. Muito lindo!
Veja que achei legal este trecho seu no post anterior: "Nossos bebês são alvos fáceis 'tipo exportação'. Muitos deles são adotados por casais estrangeiros. Bebês não sofrem a dor da partida, não sentem a rejeição alheia, a adaptação é recíproca. Em cada criança desconhecida, há um ser vivo sequestrado, necessitando se libertar.
A criança nasce pura, a sociedade que a corrompe." Verdade pura!
Muito obrigado pela adesão. Ela precisava de você. Abraço- Dacio

Betho disse...

Bela história e lindo o seu proposito...Beijos

Miguel S. G. Chammas disse...

Cris, cheguei aqui através da blogagem coletiva e, também, por causa da minha comadre a Beti (sou padrinho de muitas obras dela).
Achei muito lindo o teu texto.
Aliás não fui o unico, haja visto os comentários recebidos.
Parabéns.

Jens disse...

Oi Cris.
Assim como aconteceu comigo, teu marido teve sorte. Fomos abençoados.
Um beijo bom
(PS. O resto do comentário sobre adoção tá no post abaixo).

Fábio Mayer disse...

Seu marido tem o direito de querer saber de seus pais biológicos, isso é natural, está dentro daspessoas, é mais forte que elas.

Mas ao mesmo tempo, ele deve agradecer todos os dias à Deus pela graça de ser recebido por outra familia e ter ganho afeto e consideração.

Tenho certeza que ele faz isso...

Georgia Aegerter disse...

Oi, estou vindo aqui te avisar que os posts sobre a blogagem coletiva estao todos em um único blog para faciliatr que deseja lê-lo.

O seu também está lá.

Entao, dá uma passadinha por lá vê se está tudo bem prá você como tudo ficou por lá com o seu post.

Aqui o link do blog: http://blog-blogagem.blogspot.com/

Te desejo um ótimo final de semana.

Abracos do Dácio e da Georgia

Georgia disse...

Oi, vc está sabendo dessa blogagem? Fiz um convite no meu blog, mas vc poderá confirmar se deseja participar no link abaixo.

Blogagem Coletiva Direitos Humanos 2008 II (Aval das Nações Unidas)

Maiores informacoes aqui:

http://fenixadeternum.blogspot.com/2008/11/direitos-humanos.html

Um abraco e boa noite

Cecília disse...

Muitas perguntas não têm respostas, mas o bom é que ele tem uma família que o ama! Linda história...
Parabéns pela força e apoio que deu a ele.

Beijos!
Paz e Bem
Sempre!

Vi seu link no blog da Beti, estou ansiosa e curiosa por sua volta.

Loba disse...

Cris querida!
Que bom saber que vc está de volta!
Fico feliz, viu?
Beijão